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Dia Mundial da Criança...

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Pequenina És pequenina e ris ... A boca breve  É um pequeno idílio cor-de-rosa ...  Haste de lírio frágil e mimosa!  Cofre de beijos feito sonho e neve!  Doce quimera que a nossa alma deve  Ao Céu que assim te faz tão graciosa!  Que nesta vida amarga e tormentosa  Te fez nascer como um perfume leve!  O ver o teu olhar faz bem à gente ...  E cheira e sabe, a nossa boca, a flores  Quando o teu nome diz, suavemente ...  Pequenina que a Mãe de Deus sonhou,  Que ela afaste de ti aquelas dores  Que fizeram de mim isto que sou!  Florbela Espanca, in "Livro de Mágoas"   ( Foto das minhas filhas em Berlim )

AS CRIANÇAS, NÓS E A...RELIGIÃO!!!

«Educar religiosamente as crianças dá um trabalhão. É muito mais fácil não educar. É muito mais simples deixá- -las em paz e sossego com as coisas mundanas da vida em que o mais longe que se vai no que diz respeito ao direito natural é à figura do Pai Natal e à história mercantilista da fada dos dentes. Mais sobrenatural que isto é uma complicação dos diabos. E esta dificuldade aplica-se a qualquer religião. Em qualquer uma o enredo é difícil de explicar e de entender. As crianças, ao contrário dos adultos, querem saber porquê. Exigem saber o significado de tudo, a razão de ser de cada coisa e qual o objectivo de cada acção. Ora nós, pobres crentes, não sabemos nem metade daquilo que eles querem saber. Nós somos praticantes, religiosos, praticamos os ritos, rezamos, mas pronto. Não perguntamos muita coisa. É assim porque sempre foi e isso chega e sobra para satisfazer as nossas crenças religiosas. Já fizemos as perguntas que queríamos e agora só queremos estar sossegadinhos na int...

Adultos vs Crianças...

«Uma das grandes diferenças entre os adultos e as crianças é que as crianças fazem perguntas e os adultos não. Os adultos não sabem fazer perguntas. Não quer isto dizer que não tenhamos dúvidas: até temos mais que as crianças. Isto quer apenas dizer que já não nos chateamos com o assunto. Vivemos muitíssimo bem na nossa infinita ignorância e não temos paciência absolutamente nenhuma para levantar dúvidas sobre coisas mais elaboradas. As coisas são como são e se por azar tivermos uma dúvida que precisa mesmo de uma resposta urgente vamos ao Google e pronto. Agora perguntar é que não. Perguntar a quem? E se a dúvida for estúpida? Além do mais, o que ganhamos concretamente, tipo em dinheiro, com as respostas? Nada. Por isso, mais vale estarmos quietinhos, sem grandes ginásticas intelectuais e com todo o cuidado para não atafulharmos o nosso cansado cérebro com informações inúteis. Por isso, e só por isso, é que os génios, que passam a sua existência com dúvidas e a desvendar os grand...

Os filhos dos outros...

Cruelmente verdadeiro, nós (eu e a minha mulher) tentamos remar contra a maré, e as nossas filhas ainda são moldáveis ... valha-nos isso!!! «Existe uma espécie de tabela onde cada pai afere as características do seu filho. Essa tabela não tem nada de teórico nem foi inventada por um cientista genial, ela é absolutamente empírica e assustadoramente simples: é constituída apenas pelos filhos dos outros. Apenas isso, não tem fórmulas. A nossa curva de crescimento ou de desenvolvimento, assim como a dos nossos filhos, não tem qualquer base científica – ela depende apenas dos filhos dos outros. E é assim desde o primeiro dia de nascimento. Começa pelos quilos: os gramas de diferença entre os bebés são o primeiro dado comparativo entre pais. São apenas alguns gramas, mas na cabeça dos pais é muito mais do que isso: são medalhas. E a medição segue toda uma vida. Até se chega a um ponto em que os pais perdem toda a vergonha e confessam de forma abrupta e sem cerimónia este joguinho ...

Pais e filhos...intimidades!

Gostei de ler e aprender que... «É na intimidade entre pais e filhos que se moldam os traços principais do caráter. A proximidade obriga a não usar disfarces e faz emergir a essência de cada um.  «Tal pai, tal filho», «filho de peixe sabe nadar» ou «quem sai aos seus não degenera» são expressões de uma sólida sabedoria popular cuja origem se perde no tempo e que mostram bem o peso e a importância da continuidade de determinadas características, únicas e especiais, dentro de cada família.  Se observadas com atenção, essas características, herdadas geneticamente ou absorvidas pela proximidade entre pais e filhos, uma vez identificadas, são por vezes suficientes para se fazer um retrato tipo, relativo a um determinado grupo familiar. É uma maneira simplista, mas por vezes muito certeira, de sentir o que há de mais essencial nas raízes de uma família. Dir-se-ia que é possível manter e passar de pais para filhos, através de gerações, determinadas qualidades, associadas a ide...

Viagens, crianças e...notas soltas!

«Este fim-de-semana levei os meus filhos numa viagem cultural . Dois dias estafantes motivados por uma vontade absolutamente inexplicável de me estafar e com o objectivo romântico de lhes criar recordações e tirar fotografias a essas recordações. E assim foi. Correu tudo bem e tiraram-se as devidas fotografias. No entanto, na altura de todos partilharmos o respectivo balanço da viagem, um dos meus filhos concluiu que aquilo que ele mais tinha gostado tinha sido a cama . A cama. Ia-lhe batendo. Isto para dizer o quê? Para dizer que foi nesse instante que concluí que o maior problema que eu tenho com os meus filhos é por não ter a idade deles.  O facto de eles serem muito mais novos do que eu faz toda a diferença na nossa relação. A discrepância em termos de emoções ou de interesses é alarmante. Eles não querem saber das datas dos monumentos, nem do estilo, nem da história , nem o nome do rei que ali dormiu – eles querem saber onde é que vamos almoçar e se podem levar para ca...

Luta de classes...

A conciliação entre a vida profissional e a vida familiar é uma contradição nos termos. O conceito de conciliação entre estas duas vidas não existe: não há mais ou melhor conciliação, pura e simplesmente não há conciliação possível. O que existe é uma revolução, um conflito perpétuo e diário, um PREC que nunca termina o seu curso, uma luta pela sobrevivência de cada uma destas vidas. Enfim, uma batalha fatídica entre a vida e a morte em que no final só uma é que se mantém de pé. Falar em conciliação neste tema é o mesmo que falar em paz no Médio Oriente. Vale o que vale. E isto porque os nossos filhos jamais permitirão que existam tréguas, que haja acordo, que se chegue a um entendimento. Para eles a vida profissional dos pais é uma espécie de Bin Laden que tem de ser caçado e eliminado em nome da paz.  E em tempo de guerra vale tudo, não existem regras. Todas a birras, chantagens, pressões psicológicas ou crises emocionais são válidas nesta luta contra a vida profissional dos pai...

As crianças e a religião...

As crianças nascem crentes e crescem religiosas. Elas acreditam em tudo: em fantasmas, no pai Natal, no lobo mau ou na fada azul. Não peneiram, nem editam as crenças: acumulam crenças. São multi-crentes. Não têm qualquer preconceito, e quanto mais exotérico, estranho e improvável, melhor. Mais credível é. Mais sobrenatural e, por isso, mais fascinante. E se houver ritos, então, é uma maravilha: podem brincar. As crianças ainda não dividiram o mundo entre aquilo que é normal e aquilo que não é. Para elas é tudo normal e possível: estar em todo lado, ler as mentes, ser invisível, voar, ter asas. Não há limite. A lógica racional é qualquer de castradora para os seus cérebros em acelerada evolução. Por isso, qualquer criança tem fé. Tem fé em Deus ou no Pai Natal, mas tem fé. (Deve ser por isso que Nossa Senhora apareceu a três crianças, se tivesse aparecido a três adultos eles teriam fugido esbaforidos de braços no ar rumo à esquadra mais próxima e teriam sido entrevistados pelo jornal I...

Remorsos

Uns dos principais factores de sofrimento dos pais são os remorsos. Os remorsos são uma espécie de parasitas que se alimentam da boa consciência dos pais e que são propagados pelos filhos com o objectivo maléfico de lançar uma epidemia de remorsos de forma a enfraquecer-nos. É basicamente isto. Os remorsos são o cavalo de Tróia dos filhos, são uma forma maliciosa de invadirem quem lhes parece mais forte, e maior, atingindo directamente no coração do adversário: os pais. Quem é pai ou mãe, sofre ou já sofreu desta doença, desta fraqueza, deste martírio.   E as razões são várias, dolorosas e numerosas:  Ou porque nos zangamos com toda a razão e a criança teve uma reacção absolutamente desproporcionada desatando aos gritos em absoluto sofrimento como se não houvesse amanhã;  ou porque vamos sair à noite e o menino na hora da despedida baixou a cabeça e perguntou em voz baixa “vai sair outra vez…é?”;  ou porque mandamos a criança para a cama só pelo sossego que a ida ...

É por isso que é impossível entendê-las!!!

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Por muito que queiramos crescemos, torna-mo-nos cinzentos, sem capacidade para entender as brincadeiras das crianças, o seu mundo (muito seu), e é, por isso, um desafio criar/educar as crianças. Tenho três crianças (8, 6 e 3 1/2 anos) e é muito complicado entendê-las, nos seus sonhos, brincadeiras, abstracções e, confesso, muitas vezes perco a serenidade e compreensão que deveria ter, tenho perfeita noção disso, estou a fazer um trabalho interior para me tornar melhor como pai, mas o "feed-back" que, às vezes, recebo delas não é o que eu queria que fosse (se calhar, como diz a minha mulher) queria que se comportassem como adultos em miniatura e isso é impossível de pedir ... a uma criança. Esta música, "O Mundo da Criança" interpretada por Toquinho, ajuda a entender o Maravilhoso e Único Mundo das Crianças!

Hallo...quê?

Esta mania tão europeia de importar "americanadas" é algo que, confesso-vos, mexe comigo! Desde logo, esta coisa agora do Dia das Bruxas, conhecido entre a canalha por Halloween,  é coisa que não me entra na cabeça, então que é feito do nacional "Pão por Deus"? Já se esqueceram de de andar com um saquinho  a tira-colo a pedir frutos secos, laranjas, e outras coisas mais.  Não, agora o "Pão por Deus" chama-se Halloween e os putos andam com um balde, disfarçados de bruxas e demónios, à espera que o encham com gomas e outras doses industriais de açúcar, para não nos pregarem "um valente susto", é uma palhaçada, digo eu, mas como está bom de ver eu sou um europeu, português, careta que de Halloween só gosta ...dos filmes de terror!  

As palavras que nunca deveriam ser ditas...

Li um artigo que me deixou a pensar, diria mesmo, que mexeu comigo e PROMETO vou tentar resolver algumas lacunas de personalidade e algumas asneiras que digo pela boca fora, em momentos de ausência de discernimento, às minhas filhas. Ora, aqui vai:   Atenção pais, cuidado com o que sai da sua boca! Muitas vezes, quando os pais vão dar uma bronca nos filhos, não prestam atenção nas palavras. Assim acabam usando expressões contundentes e como consequência criam traumas nas crianças.Baseado em entrevistas com pais e especialistas, o professor e psicólogo americano  Charles Schaefer, da Dickinson University,  elaborou uma lista de frases que não devem jamais ser ditas às crianças. 1.                  "Você é um mau menino(a)". 2.                  "Sacrifico minha vida pessoal para cuidar do meu filho, ...

Sobre as desgraças

Um dos meus filhos que é do Sporting, habituado portanto ao dissabores e às desilusões da vida, confessava-me que as únicas notícias que ele gosta de ver na televisão são as notícias sobre futebol. Porque, e cito, "as notícias de futebol não falam de desgraças". Isto dito por uma criança do Sporting e que nem sequer gosta muito de futebol, exige o dobro da atenção e é bastante revelador: as nossas crianças detestam informação, notícias, actualidade e telejornais. E percebe-se porquê. É certo que a vida é difícil, que existem guerras a mais no mundo e que o ânimo foi de férias para parte incerta, mas também é verdade que as notícias deprimem ainda mais que a realidade. E deprimem uma família inteira. Mas como as crianças não se esforçam para gostarem ou para se interessarem pelas coisas - elas gostam ou não gostam -, elas também não se esforçam para ver um telejornal. Acham tudo aquilo deprimente e por isso voltam as costas ainda o apresentador não acabou de ler o primeiro p...

Os génios

Há dois factores determinantes que fazem com que as crianças sejam uns seres fantásticos em questões de fantasia: a falta de vergonha e a falta de sabedoria. As crianças acreditam seja no que for, tenha cinco olhos, seja verde e fale ou seja uma simples e enfadonha fada que dedica a sua vida a voar de casa em casa a comprar dentes de leite que estão escondidos nos locais mais estranhos. As crianças, como não sabem quase nada, inventam quase tudo, e fazem-no com todo o descaramento porque não têm vergonha nenhuma de dar asas à imaginação. De pôr a imaginação a trabalhar. Aquilo que não tem resposta tem mesmo de ter, mesmo que a resposta seja absolutamente absurda. Para as crianças não existem limites para o disparate: é deixá-las falar e nem o céu é o limite.  O pior é que qualquer criança acaba por crescer, e com ela cresce a vergonha de errar e de inventar. E pronto, é o princípio do fim da fantasia. O processo e o progresso nesta área vão ficando cada vez mais estreitos com o as...

Amigos...

Por mais que os pais se esforcem, raramente conseguem influenciar os filhos nas amizades. Os amigos deles são apenas e só eles a escolherem, pelo menos quando crianças. Nós bem que podemos impingir-lhes os filhos dos nossos amigos, como quem enfia um prato de sopa pela goela abaixo de uma criança, ou podemos tentar obrigá-los a darem-se com os melhores alunos da turma que não vale a pena. Não vale o esforço. As crianças é que escolhem os seus próprios amigos e escolhem todo o tipo de companhias: criancinhas insuportáveis, suportáveis e fantásticas. Não há como prever. Elas escolhem os amigos por intuição, não respeitam mais nenhum critério: ou gostam de brincar com a outra criança ou não gostam. É simples. Não querem saber de mais nada. Não perdem tempo com futilidades que só os adultos conseguem distinguir. Uma criança gosta do menino do lado, ou da menina da frente, se cria empatia, se desenvolve interesses em comum que até podem ser invisíveis aos nossos olhos, elas respeitam-se ...

Para todas as crianças...um dia feliz!

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O direito de ser criança!

Recomenda-se...

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Reconheça, previna e acabe com o bullying antes que o seu filho seja a próxima vítima. O bullying é um problema complexo e assustador que afeta crianças de todas as idades. Allan L. Beane viveu de muito perto este fenómeno, que contribuiu para a morte do seu filho Curtis aos 23 anos. Hoje é um dos mais conceituados especialistas no combate ao bullying. Nesta obra, que recorre a um modelo pergunta-resposta baseado em questões reais colocadas por pais cujos filhos sofrem hoje o mesmo problema pelo que o próprio passou, o autor reúne, de uma forma prática e concisa, valiosas estratégias para o ajudar a: - Reconhecer os sinais de alerta que podem revelar se uma criança é uma potencial vítima; - Agir, caso o seu filho se torne numa vítima de bullying; - Fornecer ao seu filho as ferramentas necessárias para lidar com estas situações; - Prevenir o ciberbullying; - Criar um ambiente seguro e saudável para os seus filhos. A edição portuguesa conta com prefácio da Dr.ª Maria Barroso, hoje p...

Ouvir a Ler

Ouvir a Ler Por Isabel Stilwell e Ana Fonseca Não existem aulas, nem "especialistas" para ensinar uma criança a falar. A linguagem surge da relação de amor e de reciprocidade entre pais e filhos e principalmente depois de a criança ter passado quase um ano inteiro a ouvir.  Mas quando falamos de aprender a ler, o cenário muda de figura. Atribuímos à escola um papel fundamental nesta função, deixando-nos escorregar para um lugar secundário em relação aos que consideramos serem os especialistas nesta área. Morremos de medo - mesmo que inconfessado - de que o nosso filho fique para trás de alguma maneira. Os estudos europeus indicam que as crianças nórdicas de seis anos já vão para a escola com 500 horas de "ouvirem ler" na mochila e que a contribuição dos pais para a aprendizagem da leitura é essencial. Deixam assim bem claro que a melhor "aula de leitura" é aninha-los ao nosso colo, abrir as páginas de um livro e ler-lhes, seguindo as linhas com o dedo...

Porque sou contra o bullying...

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A menina que chamas de gorda, passa dias sem comer para perder peso.  O menino qu e chamas de burro, quem sabe tenha problemas de aprendizagem. A menina que acabaste de chamar de feia passa horas a arranjar-se para que pessoas como tu a aceitem.  O menino que provocas e gozas na escola, pode receber maus tratos em casa e só estarás a contribuir para destruir a sua auto-estima.  Se é contra o BULLYING, compartilhe! Porque este flagelo tem de ter fim.

Valorização do papel dos filhos na família

A auto-estima é a percepção que cada pessoa tem de si própria. Esta desenvolve-se ao longo da infância até chegar à adolescência. A família, a escola e a sociedade contribuem de forma significativa para o desenvolvimento da auto-estima, através de constantes informações sobre a construção da auto-imagem. Tudo é importante na formação e crescimento da criança. É por essa razão que os pais devem ter todo o cuidado e atenção ao que falam e a forma como o fazem. Ajudar o seu filho a gostar dele próprio é meio caminho andado para a felicidade. 1- Orgulhe-se pelo que ele é Apesar de o seu filho não ser o melhor aluno ou de não gostar de tocar aquele instrumento que você tanto desejaria, não significa que não tenha outras qualidades e que não seja reconhecido por isso. Ele deve ser valorizado pelo que faz e pelo que é – não pelo que você gostaria que ele fosse. 2- Sempre que possível faça um elogio Qualquer pessoa gosta de ser valorizada. Com as crianças não é diferente. Fa...