O "caso" DSK...
Até se provar o contrário num tribunal dos EUA, Dominique Strauss-Kahn (DSK), director do Fundo Monetário Internacional (FMI) e (ex-)potencial candidato às presidenciais francesas de 2012, permanece inocente dos crimes sexuais de que foi acusado por uma funcionária do Hotel Sofitel de Times Square, em Nova Iorque. Mais: a justiça norte-americana será a única a decidir se DSK é culpado pelos actos que lhe são imputados. Mas tudo isto não impede de especular sobre o seu perfil psicológico. I ndependentemente do que terá ou não acontecido na suíte 2806 daquele hotel, será que um homem muito poderoso e bem sucedido, e ao mesmo tempo conhecido - nem sempre no melhor sentido - pela sua atracção pelas mulheres, pode atingir o paroxismo de violência que lhe atribuem os seus acusadores? Na imprensa, vários especialistas franceses têm feito, com alguma prudência, este "exercício teórico", imaginando que tipo de personalidade poderia perpetrar crimes daquela natureza. Será que um...