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O que de pior e melhor existe em Portugal...

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TOP 5 DO PIOR: A maledicência A inveja  A intromissão na vida alheia O (constante, mesmo em tempo de "vacas gordas") queixume A mania de que se entende e percebe de todas as matérias sem estarmos, minimamente, habilitados para discutir a maioria das matérias TOP 5 DO MELHOR: Os 20% da população que não é maldizente Aqueles que trabalham arduamente, atingem os seus objectivos na vida e não invejam quem lá chega primeiro O clima A bela das suas cidades, vilas e ilhas A capacidade (única) de se desenrascar 

Ainda a tragédia nos EUA...

Caros,  deixo-vos uma crónica que li no NY Times, da autoria de Nicholas Kristof e que nos dá uma  perspectiva (interessante) sobre a dialéctica das armas   nos Estados Unidos. O texto está em inglês mas merece ser lido, para quem não domina a língua de Shakespeare peço desculpa por não o traduzir, mas não tenho tempo para o fazer. Ora, cá está ele: Do We Have the Courage to Stop This? por   NICHOLAS D. KRISTOF Publicado em 15 de Dezembro de 2012 Publicado no New York Times In the harrowing aftermath of the school shooting in Connecticut, one thought wells in my mind: Why can’t we regulate guns as seriously as we do cars? The fundamental reason kids are dying in massacres like this one is not that we have lunatics or criminals — all countries have them — but that we suffer from a political failure to regulate guns. Children ages 5 to 14 in America are 13 times as likely to be murdered with guns as children in other industrialized coun...

Não temos de pagar as contas do FC Porto...ou será que temos?

«O Sócrates de Gaia, Luís Filipe Menezes, mergulhou a Câmara de Vila Nova de Gaia num mar de dívidas que outros terão de pagar, porque agora o senhor quer ir endividar a Câmara do Porto. Como é que Menezes legou à posteridade esse mar de dívidas? Através do seu magnífico olho para a coisa pública, bem visível no seguinte negócio: por apenas 500 euros por mês, o FC Porto garantiu (e garante) o direito de usar um centro desportivo completamente novo, o Centro de Estágio do Olival. A construção deste complexo desportivo foi financiada pela Fundação PortoGaia, uma daquelas fundações fundamentalíssimas para o bem-estar da pátria. Em 1999, a PortoGaia foi constituída pela Câmara de Gaia, pelo FC Porto e, repare-se, pela empresa municipal Águas de Gaia. Para que serve uma empresa pública de águas? Para fazer relvados e balizas, pois claro. Segundo a revista Sábado, esta fundação recebeu 4,2 milhões de euros de apoios públicos entre 2008 e 2010, e Pinto da Costa era o seu presidente, apesa...

As greves e as razões para protestar...

Dou aqui por reproduzido um texto de um grande amigo meu e, também , do Pedro Coimbra, de seu nome Nuno Lima Bastos e que eu acompanho e subscrevo na integra. Leiam que vale a pena: «Não gosto de diversos membros deste Governo, apesar de ter votado num dos partidos que o sustenta, e tenho muito sérias dúvidas quanto ao mérito das políticas draconianas que nos têm sido impostas pela troika e pelos nossos governantes. Ainda assim, e por muito que respeite o direito à greve, entendo que este, como todos os direitos, deve ser exercido com sensatez e sentido de responsabilidade. Por isso, não posso nutrir qualquer simpatia pelas sucessivas greves do sector dos transportes que nos vêm martirizando há anos e que se repetem neste dia 14 de Novembro. E não é só pela repetitividade da medida e pelos fortes dissabores que causa a uma larga franja da nossa população. É também, e muito em especial, por entender que os trabalhadores deste sector não têm razões válidas para andarem const...

É a vida...

Pais brilhantes... «A paciência e a dedicação dos pais aos filhos é qualquer coisa de extraordinário. Até a pessoa mais detestável tem qualquer coisa de aproveitável como pai ou mãe. Os pais, na sua relação com os filhos, melhoram sempre pelo menos um bocadinho. Ficam melhores pessoas. É a lei da selva. No limite, somos mesmo pessoas fantásticas, generosas, atenciosas, altruístas e bondosas. A paciência com que fazemos um número incrível de tarefas ao serviço dos nossos meninos sem um queixume é sobre-humana. Ensinamos tudo aos nossos filhos, condicionamos toda a nossa vida à sua existência, estabelecemos como prioridade protegê- -los e até morremos por eles se for mesmo preciso. Ou seja, somos uma espécie de super-homens em versão doméstica. E não há maneira de fugir a isto. Quer queiramos quer não, é a nós que eles se dirigem quando lançam o grito de apelo: “Já acabei de fazer cocó!” Somos nós, os pais, que temos o dever de lhes ensinar a limpar o rabo, a apertar os sapatos...

Leitura de Fim de Semana...

A ameaça da amnésia alemã Joschka Fischer A situação da Europa é séria – muito séria. Quem teria pensado que o primeiro-ministro britânico, David Cameron, apelaria aos governos da zona euro para reunir coragem para criar uma união fiscal (com orçamento e política fiscal comuns e dívida pública solidariamente garantida)? E Cameron defende também que a integração política mais profunda é o único caminho para parar a desagregação do euro. Um primeiro-ministro britânico conservador! A casa europeia está em chamas, e Downing Street está a pedir uma resposta racional e resoluta do corpo de bombeiros. Infelizmente, o corpo de bombeiros é liderado pela Alemanha, e o seu chefe é a chanceler Angela Merkel. Como resultado, a Europa continua a tentar apagar o fogo com gasolina – a austeridade imposta pelos alemães – com a consequência de que, em três meros anos, a crise financeira da zona euro se tornou numa crise existencial europeia. Não nos iludamos: se o euro se desagreg...

Pais e filhos...intimidades!

Gostei de ler e aprender que... «É na intimidade entre pais e filhos que se moldam os traços principais do caráter. A proximidade obriga a não usar disfarces e faz emergir a essência de cada um.  «Tal pai, tal filho», «filho de peixe sabe nadar» ou «quem sai aos seus não degenera» são expressões de uma sólida sabedoria popular cuja origem se perde no tempo e que mostram bem o peso e a importância da continuidade de determinadas características, únicas e especiais, dentro de cada família.  Se observadas com atenção, essas características, herdadas geneticamente ou absorvidas pela proximidade entre pais e filhos, uma vez identificadas, são por vezes suficientes para se fazer um retrato tipo, relativo a um determinado grupo familiar. É uma maneira simplista, mas por vezes muito certeira, de sentir o que há de mais essencial nas raízes de uma família. Dir-se-ia que é possível manter e passar de pais para filhos, através de gerações, determinadas qualidades, associadas a ide...

Ainda o Pingo Doce...

Deixo aqui o testemunho de Adriano Pinto, funcionário do Pingo Doce, que não me parece nada chateado por não ter ido "festejar" o 1º de Maio... « Sou um funcionário Do Pingo Doce e vou aqui deixar um comentário sobre o dia 1 de Maio. Já ouvi pessoalmente ontem críticas enquanto tava na caixa, vejo críticas na rede social como uma parte deste comentario “Parece-me que não sabe o signi ficado do dia 1 de Maio...considerado "O Dia do Trabalhador.....Talvez se trabalha-se de sol a sol a sua opinião seria diferente e não defenderia quem tem o mundo nas mãos”, onde muitos nem sabem nem imaginam o que passa dentro do grupo PD, em que dizem que os funcionários foram obrigados e fizeram pressão para irem trabalhar.  Não fui obrigado a nada fui por livre vontade, só é de dar valor ao meu patrão que pagou o dia a triplicar vou ter uma folga compensatória, e no fecho da loja tivemos a jantar.   Críticas e mais críticas é dor de cotovelo de não estar num grupo desta dime...

Ciúmes...

Não há sentimento mais sincero do que este. Mais grandioso e nobre. Os ciúmes são um sentimento bom em forma de defeito.  É gostar bem de mais e gostar demais. Sem cerimónia, preconceito ou edição. É gostar em bruto e não tentar sequer disfarçar. É gostar tanto, tanto que o gostar transborda e inunda a parte do nosso cérebro que comanda os maus sentimentos, como a inveja, a obsessão e outros irritantemente autodestrutivos. O ciúme é uma coisa híbrida e avassaladora que nos incomoda e nos entristece. É quase o contrário de amar, sendo amar em demasia. Mas é bom porque é por uma boa causa: é sempre por causa de nós ou por causa de alguém que amamos. Ser motivo de ciúme de alguém é por tudo isto a melhor coisa do mundo, é o maior elogio que se pode ter. Na verdade é a maior prova de amor que alguém pode dar ou ter.   Por isso é que eu não me importo nem um bocadinho quando os meus filhos quase que se matam uns aos outros por um lugar no sofá ao pé de mim. Imaginem: por causa de u...

Porque sou contra o Acordo Ortográfico...

Sugiro a leitura deste artigo de opinião publicado, em Janeiro último, pelo Jornal "Folha de São Paulo" (Brasil), da autoria de João Pereira Coutinho.  Vale a pena ler: Naufragar é Preciso? João Pereira Coutinho Folha de São Paulo, 10/01/2012 «Começa a ser penoso para mim ler a imprensa portuguesa. Não falo da qualidade dos textos. Falo da ortografia deles. Que português é esse? Quem tomou de assalto a língua portuguesa (de Portugal) e a transformou numa versão abastardada da língua portuguesa (do Brasil)? A sensação que tenho é que estive em coma profundo durante meses, ou anos. E, quando acordei, habitava já um planeta novo, onde as regras ortográficas que aprendi na escola foram destroçadas por vândalos extraterrestres que decidiram unilateralmente como devem escrever os portugueses. Eis o Acordo Ortográfico, plenamente em vigor. Não aderi a ele: nesta Folha, entendo que a ortografia deve obedecer aos critérios do Brasil. Sou um convidado da casa e nenhum convidado c...

Luta de classes...

A conciliação entre a vida profissional e a vida familiar é uma contradição nos termos. O conceito de conciliação entre estas duas vidas não existe: não há mais ou melhor conciliação, pura e simplesmente não há conciliação possível. O que existe é uma revolução, um conflito perpétuo e diário, um PREC que nunca termina o seu curso, uma luta pela sobrevivência de cada uma destas vidas. Enfim, uma batalha fatídica entre a vida e a morte em que no final só uma é que se mantém de pé. Falar em conciliação neste tema é o mesmo que falar em paz no Médio Oriente. Vale o que vale. E isto porque os nossos filhos jamais permitirão que existam tréguas, que haja acordo, que se chegue a um entendimento. Para eles a vida profissional dos pais é uma espécie de Bin Laden que tem de ser caçado e eliminado em nome da paz.  E em tempo de guerra vale tudo, não existem regras. Todas a birras, chantagens, pressões psicológicas ou crises emocionais são válidas nesta luta contra a vida profissional dos pai...

Nós e as doenças dos filhos

Uma verdade este artigo... A gravidade das doenças dos nossos filhos é directamente proporcional ao nosso nível de stresse. Ou seja, uma gripe pode ser considerada pelos pais uma gripe, apenas um espirro, uma constipação ou uma pneumonia. Depende. Mas não depende da febre, da tosse, das dores de garganta, das queixas, da temperatura da testa ou do nariz. Depende dos pais. Apenas e só dos níveis de ansiedade dos pais. Normalmente a gravidade, a intensidade da maleita, é também avaliada por outro critério: o da experiência. Ao terceiro filho, qualquer pai, perante um espirro tem tendencialmente uma reacção de desconfiança: “Desta vez não me enganas…” e, obviamente, encolhe os ombros perante os indícios claros de uma pneumonia. Ao segundo filho medimos a temperatura e saímos de casa a meio da noite para comprar remédios vários e vimos em cada farmacêutico um pediatra amigo. Com o primeiro filho é diferente. Com o primeiro filho ficamos em pânico perante uma tosse. O som da tosse do primei...

Remorsos

Uns dos principais factores de sofrimento dos pais são os remorsos. Os remorsos são uma espécie de parasitas que se alimentam da boa consciência dos pais e que são propagados pelos filhos com o objectivo maléfico de lançar uma epidemia de remorsos de forma a enfraquecer-nos. É basicamente isto. Os remorsos são o cavalo de Tróia dos filhos, são uma forma maliciosa de invadirem quem lhes parece mais forte, e maior, atingindo directamente no coração do adversário: os pais. Quem é pai ou mãe, sofre ou já sofreu desta doença, desta fraqueza, deste martírio.   E as razões são várias, dolorosas e numerosas:  Ou porque nos zangamos com toda a razão e a criança teve uma reacção absolutamente desproporcionada desatando aos gritos em absoluto sofrimento como se não houvesse amanhã;  ou porque vamos sair à noite e o menino na hora da despedida baixou a cabeça e perguntou em voz baixa “vai sair outra vez…é?”;  ou porque mandamos a criança para a cama só pelo sossego que a ida ...

Cuidado, muito cuidado...

‎ " É impossível levar o pobre à prosperidade através de legislações que punem os ricos pela prosperidade. Por cada pessoa que recebe sem trabalhar, outra pessoa deve trabalhar sem receber. O governo não pode dar a alguém aquilo que não tira de outro alguém. Quando metade da população entende a ideia de que não precisa de trabalhar, pois a outra metade da população irá sustentá-la, e quando esta outra metade entende que não vale mais a pena trabalhar para sustentar a primeira metade, então chegamos ao começo do fim de uma nação. É impossível multiplicar riqueza dividindo-a. "  Adrian Rogers (1931) ‎

Eles não são tontos...

Gostava de ter escrito este texto mas, infelizmente, o  jornalista da TVI 24, nascido em Portugal Continental de seu nome  Filipe Mendonça escreveu ontem pela noite, intitula-se " Eles não são tontos" e vale a pena ler para perceber os resultados de eleitorais na Madeira... «Gostava que a Madeira tivesse virado a página. Não virou. Mas compreendo a decisão dos madeirenses. Se vivesse num canto perdido da Calheta ou de São Vicente, talvez estivesse eternamente grato ao homem que me ligou ao mundo, que me mostrou que o  Funchal, afinal, é já ali, e que plantou um centro de saúde à minha porta. Talvez. Gostava que a Madeira tivesse virado a página. Mas percebo a escolha dos madeirenses. Se vivesse perdido numa esquina da Ribeira Brava, talvez estivesse eternamente grato ao homem que ergueu a escola para o meu mais novo, ali mesmo ao lado da rotunda - a dois passos cá de casa - e avançou com o subsídio para o mais velho poder estudar em Lisboa, na universidade. Talvez. Ja...

Sobre as desgraças

Um dos meus filhos que é do Sporting, habituado portanto ao dissabores e às desilusões da vida, confessava-me que as únicas notícias que ele gosta de ver na televisão são as notícias sobre futebol. Porque, e cito, "as notícias de futebol não falam de desgraças". Isto dito por uma criança do Sporting e que nem sequer gosta muito de futebol, exige o dobro da atenção e é bastante revelador: as nossas crianças detestam informação, notícias, actualidade e telejornais. E percebe-se porquê. É certo que a vida é difícil, que existem guerras a mais no mundo e que o ânimo foi de férias para parte incerta, mas também é verdade que as notícias deprimem ainda mais que a realidade. E deprimem uma família inteira. Mas como as crianças não se esforçam para gostarem ou para se interessarem pelas coisas - elas gostam ou não gostam -, elas também não se esforçam para ver um telejornal. Acham tudo aquilo deprimente e por isso voltam as costas ainda o apresentador não acabou de ler o primeiro p...

Os génios

Há dois factores determinantes que fazem com que as crianças sejam uns seres fantásticos em questões de fantasia: a falta de vergonha e a falta de sabedoria. As crianças acreditam seja no que for, tenha cinco olhos, seja verde e fale ou seja uma simples e enfadonha fada que dedica a sua vida a voar de casa em casa a comprar dentes de leite que estão escondidos nos locais mais estranhos. As crianças, como não sabem quase nada, inventam quase tudo, e fazem-no com todo o descaramento porque não têm vergonha nenhuma de dar asas à imaginação. De pôr a imaginação a trabalhar. Aquilo que não tem resposta tem mesmo de ter, mesmo que a resposta seja absolutamente absurda. Para as crianças não existem limites para o disparate: é deixá-las falar e nem o céu é o limite.  O pior é que qualquer criança acaba por crescer, e com ela cresce a vergonha de errar e de inventar. E pronto, é o princípio do fim da fantasia. O processo e o progresso nesta área vão ficando cada vez mais estreitos com o as...