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A mostrar mensagens com a etiqueta Eleições em Portugal 2015

Não é tempo para experiências...

Há quem considere que as vitórias, como as hegemonias políticas, dão a sensação de que tudo é fácil E que tudo, na política, corre mecanicamente, igual a acender-se ou apagar-se um interruptor. Não é. A crise a que se assiste em Portugal prova isso. O caminho é claro, pelo menos para mim, Cavaco Silva deve convidar Passos Coelho, vencedor das eleições, a formar Governo. Se, por obra dos deuses, o programa não passar no Parlamento, Cavaco deverá pensar numa solução alternativaque, eventualmente, deverá passar por um governo de nomeação presidencial. Entretanto, Jorge Lacão saliva por poder que até mete dó. Bom fim de semana a todos.

O conto de fadas...

O país, alegremente, acreditou sempre na melodia pimba que, com mais ou menos ritmo, entrou nas suas casas. Como sempre o português adaptou-se, tentando sobreviver entre a chuva, sem se molhar muito. Aquilino Ribeiro trouxe-nos, um dia, a história do notável sino "Barradas". Conseguido pela população da freguesia em troca dos seus votos. Hoje é a Fada Sininho, versão goêsa, que substitui o "Barradas", onde as promessas são muitas e o dinheiro escasseia. Boa semana a todos...

Bom fim de semana...

Rui Rangel, o juiz que comentou várias vezes os contornos do processo Marquês – e apontou mesmo eventuais ilegalidades na prisão de José Sócrates – decidiu um recurso relativo ao ex-primeiro-ministro do PS, em prisão domiciliaria,há dez meses. Rui Rangel (um homem que sempre precisou de palco) não pediu escusa para decidir o recurso apresentado pela defesa do arguido José Sousa o que é, no mínimo, surpreendente e lança a suspeita sobre a sua pessoa e sobre uma decisão que, à partida quando foi sorteado, já sabíamos qual seria o veredicto. Sr. Desembargador, à mulher de César não basta ser, tem de parecer. Entretanto, o nº 2 do anterior (des)Governo do PS anda a fabular sobre o deficit de 7,2% (ajuda ao BES, incluída) quando quer o MF, quer a CE já explicaram em várias línguas (menos em goês) que tal valor é meramente para "efeitos contabilísticos" e não para os "efeitos reais" do deficit nacional. E assim vai o nosso País, a uma semana das eleiçõe...