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Poesia...e ser poeta no Dia Mundial da Poesia!

No Dia Mundial da Poesia, e com votos de bom dia aqui vai um dos meus poemas preferidos (O Poeta beija tudo), escrito por um dos meus poetas de eleição (Sebastião da Gama)... - O poeta beija tudo O poeta beija tudo, graças a Deus... E aprende com as coisas a sua lição de sinceridade... E diz assim: 'É preciso saber olhar...' E pode ser, em qualquer idade, ingénuo como as crianças, entusiasta como os adolescentes e profundo como os homens feitos... E levanta uma pedra escura e áspera para mostrar uma flor que está por detrás... E perde tempo (ganha tempo...) a namorar uma ovelha... E comove-se com coisas de nada: um pássaro que canta, uma mulher bonita que passou, uma menina que lhe sorriu, um pai que olhou desvanecido para o filho pequenino, um bocadinho de sol depois de um dia chuvoso... E acha que tudo é importante... E pega no braço dos homens que estavam tristes e vai passear com eles para o jardim... E reparou que os homens estavam tristes... E escreveu uns versos que co...

Para as minhas filhas...

Pequenina És pequenina e ris ... A boca breve   É um pequeno idílio cor-de-rosa ...   Haste de lírio frágil e mimosa!   Cofre de beijos feito sonho e neve!   Doce quimera que a nossa alma deve   Ao Céu que assim te faz tão graciosa!   Que nesta vida amarga e tormentosa   Te fez nascer como um perfume leve!   O ver o teu olhar faz bem à gente ...   E cheira e sabe, a nossa boca, a flores   Quando o teu nome diz, suavemente ...   Pequenina que a Mãe de Deus sonhou,   Que ela afaste de ti aquelas dores   Que fizeram de mim isto que sou!   Florbela Espanca, in "Livro de Mágoas"

Sophia, simplesmente, Sophia...

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Para quem estiver interessado, hoje pelas  18h30, na Biblioteca Nacional, é inaugurada uma exposição com material do espólio, intitulada “Sophia de Mello Breyner Andresen-Uma Vida de Poeta”, cuja apresentação estará a cargo das comissárias, Paula Morão e Teresa Amado.  Era uma vez uma casa branca nas dunas, voltada para o mar. Tinha uma porta,  sete janelas e uma varanda de madeira pintada de verde. Em roda da casa havia um jardim de areia onde cresciam lírios brancos e uma planta que dava flores brancas, amarelas e roxas.  Nessa casa morava um rapazito que passava os dias a brincar na praia.  Era uma praia muito grande e quase deserta onde havia rochedos maravilhosos.   Mas durante a maré alta os rochedos estavam cobertos de água. Só se viam as  ondas que vinham crescendo do longe até quebrarem na areia com barulho de palmas. Mas na maré vazia as rochas apareciam cobertas de limo, de búzios, de anémonas, de lapas, de algas e de ouri...