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O regresso de "Os Cinco"...

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É o regresso dos verdadeiros heróis. Chegam às livrarias no próximo dia 19 de Setembro pela mão da Oficina do Livro os tão aguardados primeiros  volume da coleção  Os Cinco , de  Enid Blyton . Os Cinco fizeram parte da minha infância literária, devorei todos os seus livros, que misteriosamente tal e qual as suas aventuras, desapareceram da minha vista e encontram-se em paradeiro que julgo conhecer, mas prefiro não revelar. É, para mim, uma emoção que se volte a editar esta  magnifica colecção de livros de aventura, que me transportou nas asas da imaginação, por tantas e tantas aventuras, que me fez gostar de comer sandes de pepino ou, ainda, explorar, sem grande sucesso diga-se, casas em ruínas.  Quando era miúdo e ia passar o fim de semana para a terra do meu avô, na costa norte da Madeira, tinha sempre a "mania" de inventar uma aventura dos "Cinco" para ocupar o tempo, esses eram, sem dúvida, dias felizes. Finalmente, e a pedido de várias famílias (nas...

A nossa culpa

Acompanho, com algumas reticências, e com algum fundo de verdade… Geração à Rasca - A Nossa Culpa   Um dia, isto tinha de acontecer.   Existe uma geração à rasca?  Existe mais do que uma! Certamente!  Está à rasca a geração dos pais que educaram os seus meninos numa abastança caprichosa, protegendo-os de dificuldades e escondendo-lhes as agruras da vida.  Está à rasca a geração dos filhos que nunca foram ensinados a lidar com frustrações.  A ironia de tudo isto é que os jovens que agora se dizem (e também estão) à rasca são os que mais tiveram tudo.  Nunca nenhuma geração foi, como esta, tão privilegiada na sua infância e na sua adolescência. E nunca a sociedade exigiu tão pouco aos seus jovens como lhes tem sido exigido nos últimos anos.  Deslumbradas com a melhoria significativa das condições de vida, a minha geração e as seguintes (actualmente entre os 30 e os 50 anos) vingaram-se das dificuldades em que foram criadas, no antes ou no pós 197...

Aparências e ...realidades

Somente o erro, a ignorância, os preconceitos, a tradição, a rotina e sobretudo a ilusão, formam em torno de cada fenómeno uma névoa que esbate e deforma os seus contornos, e impede que a visão intelectual o divida no seu   exacto, real, e único modo de ser .   (...) É justamente o que sucede aos monumentos de Londres mergulhados no nevoeiro... (...) Nas manhãs de nevoeiro numa rua de Londres, há dificuldade em distinguir se a sombra densa que ao longe se empasta é a estátua de um herói ou o fragmento de um tapume. Uma pardacenta ilusão submerge toda a cidade - e com espanto se encontra numa taverna, quem julgara penetrar num templo. Ora para a maioria dos espíritos uma névoa igual flutua sobre as realidades da Vida e do Mundo. Daí vem que quase todos os seus passos são transvios, quase todos os seus juízos são enganos; e estes constantemente estão trocando o templo e a taverna. Raras são as visões intelectuais bastante agudas e poderosas para romper através da neblina e surp...