Curriculum vitae...ou os elitismos da esquerda!

Não, não estou a referir-me ao meu, mas a um post que li, num blog que muito aprecio e recomendo "Reflexos", sobre o mérito ou, no caso em apreço, demérito  do candidato Pedro Passos Coelho (PPC).

Então, o post refere, a dada altura, que PPC se licenciou aos 37 anos, imagine-se, numa Universidade Privada (como se as públicas fossem garantia de qualidade), e que nunca soube o que era o trabalho, isto é, nunca andou nas obras, não foi trolha, também não foi paquete, o andou na distribuição de pizzas tendo como empregador a "Tele-Pizza", não foi segurança num Centro Comercial, enfim, apenas foi...Gestor de Empresas, Docente Universitário, assim, estas profissões de somenos importância, mas verdadeiras.


Do outro lado, temos esse poço de sapiência em "afundar Países" como é o caso de Portugal, de seu nome artístico José Sócrates, ei-lo:



José Sócrates nasceu em em Vilar de Maçada, concelho de Alijó, distrito de Vila Real, em 6 de Setembro de 1957 ou seja, tinha 16 anos quando se deu o 25 de Abril.


O seu currículo oficial não refere onde fez os estudos secundários nem onde se formou como engenheiro técnico.

Os pormenores escuros e mal explicados sobre a sua licenciatura em engenharia civil por uma universidade privada quando era já membro do governo são por demais conhecidos pelo que nem sequer vale a pena voltar a referi-los aqui. È no entanto curioso que, já como primeiro-ministro, o seu governo tenha sido forçado a fechar essa tal universidade por não cumprir os requisitos mínimos de funcionamento e credibilidade.

Pelo que diz, na década de 80 terá assinado vários projectos de (má) engenharia civil no distrito da Guarda. Como mente descaradamente com quantos dentes tem na boca, a palavra de Sócrates não é fiável, pelo que todos devemos reservar o direito de acreditar ou não no que ele diz a este respeito.

Ainda em relação aos seus estudos, também não diz quando fez a pós-graduação em Engenharia Sanitária, na Escola Nacional de Saúde Pública.

E chegamos ao ano de 1981 em que o jovem José Sócrates, então com 24 anos, se filia no Partido Socialista.

Naturalmente que pelas suas altas qualidades politicas torna-se presidente da federação distrital de Castelo Branco do PS em 1986 e em 1987 é eleito deputado pela primeira vez.

Em 1991 começa a ter maior influência dentro do partido tornando-se membro do secretariado nacional e da comissão politica

Quando António Guterres vence as eleições e forma governo em 1995 chamou a “estrela” José Sócrates primeiro para secretário de estado adjunto do ministro do ambiente, depois para seu ministro adjunto e, por ultimo, dá-lhe a pasta de ministro do ambiente, tendo nessas funções proferido diversas intervenções famosas de que rapidamente se esqueceu como primeiro ministro.

Quando Guterres desertou e fugiu do governo, Sócrates regressou como deputado ao parlamento.

Eleito secretário-geral do partido socialista em 2004, acaba a ganhar as eleições em 2005, depois dos desastrosos governos psd de Durão Barroso e Santana Lopes tendo, logo que entrou em funções, sistematicamente traído a confiança dos eleitores que nele votaram, fazendo exactamente o oposto do que prometeu na campanha eleitoral, levando o País ao caos em que hoje se encontra.

Está assim desmistificado o currículo do “engenheiro” José Sócrates.







Pois é verdade, é este senhor que nos tem "desgovernado" nos últimos 6 anos, um homem que é capaz de mentir com quantos dentes tem na boca, sem pestanejar!!!

É nesta experiência adquirida que 30 e poucos % de portugueses ainda acreditam, cada um é dono do seu voto, mas chega de tanta, vou ser duro nas palavras, ...é melhor não, para não incorrer no mesmo erro que a esquerda caviar e radical utilizam em relação aos candidatos da direita portuguesa. 

Comentários

  1. É visível, um pouco por toda a direita, a tentativa de denegrir Sócrates.
    Não vou atrever-me a dizer que o primeiro ministro não tenha feito asneiras, não tenha sido teimoso. Longe disso.

    Não vamos eleger ninguém pela comparação de CV's.
    O que escrevi no meu "post" é a verdade nua e crua.
    Se isso quer dizer que PPC seria ou será um bom primeiro ministro? Não, sabemos que não.
    Mas também não é pela abordagem ao CV de José Sócrates que saberemos se continuará a ser ou não primeiro ministro.

    Meu caro Ricardo, não façamos disto uma guerra. Porque não é.
    Opiniões, ideias, e outros adjectivos adequados, consumirão estas últimas horas de uma campanha eleitoral pouco menos que nojenta. A que se juntaram os inenarráveis debates.

    Democraticamente - aproveitemos enquanto a temos - esperemos com tranquilidade o resultado do dia 5.
    Sendo que a partir daí, com ou sem currículos, será preciso dar a mão.

    Se as minhas opiniões se mantêm? É evidente que sim. Mas saberei ser um cidadão que gosta do seu/nosso País e que para ele deseja o melhor.
    De preferência, com a "troika" bem longe.

    Abraço

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  2. Caro António,

    como compreenderá na resposta que postei à pouco no seu blog, eu não levo isto como pessoal, mal seria, seria uma garotada (e disso não quero eu ser apelidado).

    Como compreenderá eu sou de direita, mas não nutro pelos partidos políticos a simpatia que nutro pelo "nosso" Benfica, eu vejo o Estado da Nação e esse, convirá, não é o melhor, muito por culpa de José Sócrates, um individuo de competência duvidosa e, acrescento eu, curriculum, ainda mais, duvidoso.

    Eu gosto de ser sério nas analises que faço e, quem me conhece, sabe que é assim. Por várias vezes tivemos oportunidade de debater ideias, entre nós, e sabe que eu não utilizo subterfúgios ou meias-palavras para adjectivar a situação nacional.

    Se acho José Sócrates demagogo?

    Acho, sim senhor!

    Se acho que é mentiroso?

    Acho, sim senhor!

    Se acho que perverteu o Partido Socialista de Mário Soares?

    Acho, sim senhor!

    Quando diz que a direita tenta denegrir a imagem de José Sócrates, respondo-lhe dizendo que tal não é necessário porque o próprio tratou de realizar tal tarefa.

    Quanto à "troika" não teríamos necessitado dela se não estivéssemos (des)governados pelo Sr. José Sócrates nos últimos 6 anos!

    I rest my case, old chap!

    Aquele abraço atlântico!

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  3. Meu caro amigo:
    Eu sou de esquerda, sempre fui, mas quanto ao Sócrates acho-o o pior exemplo de político que alguma vez tivemos,
    Nunca o achei de esquerda,aliás não o consigo situar em nenhuma ideologia, acho-o um esperto que chegou ao poder e deu cabo dum país, como curriculum acho que chega.

    beijinhos

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  4. À medida que a campanha se aproxima do fim, o ataque pessoal, sobretudo através de alguns moços de recados, vai-se acentuando.
    É por isso que, como dizem os brasileiros, tou noutra!!

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