Porque a memória não se apaga...
Os Anos da Guerra Colonial
Aniceto Afonso
Saber o que aconteceu durante os anos de 1961 a 1975, os anos em que a Guerra Colonial esteve no centro da nossa História, das nossas vidas. Saber o que aconteceu em cada um dos locais onde a guerra foi travada, nas "picadas" mais perigosas, nas "matas" do Norte de Angola e de Moçambique, nas "chanas" do Leste, nas "bolanhas da Guiné, a bordo de navios e lanchas, de aviões e de helicópteros. Saber o que pensaram os homens que decidiram a guerra, que a conduziram, que a fizeram de ambos os lados. Mas pretendemos também Compreender. Compreender por que foi assim que os factos aconteceram, por que foram escolhidas estas soluções e não outras . Compreender as dúvidas dos homens que tiveram de decidir num momento o caminho a seguir e ajudar a perceber as cons equências dessas decisões. É, pois, sobre o Saber mais e o Compreender melhor os anos da Guerra Colonial que trata esta obra.
Excelente relato sobre a Guerra Colonial, fez na 6ª feira passada 50 anos sobre o inicio desta "triste guerra" que tirou a vida a tantos e tão bons e valorosos filhos desta Nação e, passados 50 anos, continua a atormentar a vida a muitos dos nossos heróis que de lá voltaram magoados quer física, quer psicologicamente ou ambas as coisas.
Não podemos escamotear o nosso passado, para melhor enfrentarmos as agruras do futuro e é sabendo e conhecendo a nossa História que, provavelmente, não repetiremos erros do passado.
Aconselho-vos a leitura do blog Caminhos do Meu Navegar (http://caminhosdomeunavegar.blogspot.com/) é a história da Guerra Colonial contada na primeira pessoa, um excelente relato, de um valoroso soldado português de seu nome Rogério Pereira (um amigo deste meu canto).
ACHO A IDEIA INTERESSANTÍSSIMA E OPORTUNA, POIS SENDO A HISTÓRIA UMA MATÉRIA MUITO PLÁSTICA-PODE SER MOLDADA CONFORME OS INTERESSES DE QUEM A CONTA- E PARA SALVAGUARDAR A VERDADE DOS ACONTECIMENTOS, SE TORNA OPORTUNO APROVEITAR AS INFORMAÇÕES RETIDAS NA MEMÓRIA DOS QUE A VIVERAM, ENQUANTO AINDA EXISTIMOS ALGUNS EXEMPLARES VIVOS. TENDO TAMBÉM TENDO VIVIDO E PARTICIPADO DESSA GUERRA E O POSTERIOR CONFLITO CIVIL QUE SE SEGUIU, VIVO DESDE ENTÃO RADICADO NUM PAÍS ESTRANGEIRO, AONDE DIGAMOS DE PASSAGEM FUI MAIS BEM RECEBIDO, QUE AÍ NA VELHA TERRA LUSITANA.TENHO CONHECIDO E CONVERSADO COM PORTUGUESES-PRINCIPALMENTE OS MAIS NOVOS- VINDOS APÓS OS ACONTECIMENTOS E PELO QUE ELES SABEM DO PROCESSO COLONIAL E RESPECTIVO DESMEMBRAMENTO, O SEU CONHECIMENTO DO ASSUNTO É MUITO VAGO E DETURPADO, AINDA TÊM UMA VISÃO MUITO COLONIALISTA DO PROCESSO. SERIA INTERESSANTE DESENVOLVER UMA TESE JUSTA E IDÔNEA, ANALISANDO O PROBLEMA TAMBÉM PELA ÓTICA DOS COLONIZADOS.GRATO.
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