A CGD e o La La Land...


Um bonito dia de sol é o que nos acolhe no início do filme "La La Land", estamos em Los Angeles o trânsito está engarrafado numa auto-estrada e nada se move, depois, vamos seguindo então a música diferente que sai de cada carro parado, numa sinfonia pouco sincronizada, porque cada um escuta uma coisa diferente. Quando paramos, a música fica mais alta, a personagem sai do carro e começa a dançar. Os musicais são assim, serão sempre assim.

A Caixa Geral de Depósitos é uma La La Land à nossa dimensão: um musical frenético onde às vezes o que parece menos interessar é o interesse público, a transparência de métodos.


Ninguém é inocente, sabe-se que a CGD sempre foi um braço armado do Estado - e achamos que deve continuar a sê-lo - e isso foi ainda mais evidente desde a reforma de 1929, que funcionou como instrumento dócil das políticas de Oliveira Salazar.

O problema é que, mesmo em democracia, se confundiu o poder estatal na CGD, tornando-a um pátio recreativo e partidário de quem ocupava o poder político do país. Esta partidarização da CGD foi visível em administrações sucessivas, onde no meio de excelentes gestores, existiam prateleiras de luxo para quem saía da órbita governamental.

A CGD pareceu, em certos momentos, um musical de Bollywood. E não de Hollywood.

Este post sem fotuchas e demasiado longo e sério é apenas porque há coisas que me enervam se ficar calado.

Até amanhã.

Comentários

  1. Acho que me vou pirar da CGD. Estão sempre a tirar dinheiro e a cobrar coisas.

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  2. É tudo música, Ricardo.
    Aquele abraço
    KUNG HEI FAT CHOI!!!

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